O Hobbit – Viver pra ler

Ok, terminei de ler “O Hobbit”, e como fiquei feliz de ler um livro TÃO bom depois de tantas leituras ruins.

O livro trata resumidamente de uma aventura na qual Bilbo – o bolseiro, Gandalf – o mago e mais traze anões travam para buscar um tesouro roubado e que está guardado numa montanha e protegido por um dragão.
A narrativa do livro é deliciosa e o tempo todo o narrador vai conversando com os leitores, com frases engraçadas e espirituosas. Aliás o livro inteiro é permeado por um humor sutil que dá graça a cada capítulo, há muitas músicas e frases de efeito, deu vontade de assitir o filme pra ouvir as músicas, minha preferida é uma cantada pelos Orcs no capítulo Montanha acima, montanha a dentro“.
Bate! Rebate! É opaco o buraco!
Agarra, pestica! Prende, belisca!
Descendo, descendo à cidade dos orcs
Se vai, meu rapaz!
 
Quebra, requebra! Esmigalha, estraçalha!
Martelos e travas! Gongos e aldravas!
Soca, soca, no fundo da toca!
Ho! ho!, meu rapaz.
 
Zunido, estalido! Chicote, estampido!
Bate e martela! Chora e tagarela!
Trabalha, trabalha e não atrapalha!
Em meio à bebida, alegres da vida,
Os orcs tocam no fundo da toca
Lá embaixo, rapaz!
 
Esse jeito de conversar o tempo todo com o leitor, inclusive nos preparando para o que vem a seguir, me lembrou muito “Desventuras em séries”, e há também uma parte em que uma cena de Up-Altas Aventuras me veio na cabeça, isso sem contar é claro Harry Potter.
Gandalf é o personagem menos presente na história e é também o que eu menos gosto, essa coisa de ele saber tudo com antecedência e não explicar nada é meio irritante. Mas Bilbo e os anões tem um respeito imenso por ele, e é Gandalf quem coloca uma pulga atrás da orelha de todos ao elogiar tanto o Hobbit que no começo parece a pessoa menos provável a ajudar alguém a buscar um tesouro que está longe, e muito bem guardado. Com o passar da história o próprio Bilbo vai se vendo de maneira diferente e em algumas partes em que fala de si mesmo é possível ver a diferença que ele mesmo sente.
Acredito que a parte mais difícil (ou única parte difícil) de se entender é a descrição geográfica dos lugares, mas vejam bem, eu não tenho o menos senso de direção, logo não sou confiável nesse ponto.
A partir do meio do livro eu li sem parar e fiquei com aquela vontade que Às vezes bate de conhecer o personagem do livro, acontece com vocês? Queria tanto conhecer o Bilbo! rs A saudade que ele sente de casa chega a ser tocante. Claro que há partes tristes, mas elas passam rápidas e não ão muito detalhadas, mas já me preparei pra chorar no filme.
Os anões são muito instáveis e têm com Bilbo uma relação de amor e ódio do começo ao fim, mas é lindo ver como estão uns pelos outros quando mais precisam.
Eu adorei a leitura esse livro, e agora vou em busca de Senhor dos Anéis.
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