Charlotte Street ou “Como é difícil fazer acontecer”

Quando vi esse livro em uma das gôndolas da Saraiva Megastore do Center Norte pensei ter encontrado aquele livro divertido e apaixonante que é uma delícia de ler. Nos primeiros capítulo já tinha me arrependido, mas quando me forcei a ir além vi que tinha razão no início.

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 Charlotte Street não é um livro sobre um casal apaixonado, mas sim sobre um homem apaixonado, às vezes meio maluco, muitas vezes cheio de fraquezas. Fraquezas essas que me fizeram pensar nas minhas próprias.

As outras personagens do livro são tão importantes quanto a principal, e apesar do humor às vezes um pouco puxado (do começo ao fim com a acara de um autor homem), bastante reais.

Juntos esses amigos e conhecidos constroem uma história que nos remete à nossa própria história, os sonhos que temos, o quanto os deixamos pra depois e o quanto é difícil fazer com que eles aconteçam. Como os amigos nessas horas são tão importantes quanto os obstáculos que nos impulsionam em busca de algo maior.

“Eu gostaria de ter um sonho pra seguir. Um que fosse prático. Não apenas um sonho para sonhar, mas um sonho para tornar realidade.” Abbey

Depois que você entende que Jase é só mais um cara em meio a tantos outros atrás daquilo que todos nós estamos, o livro flui e acaba rapidinho.

“-Quando eu fiz o que fiz, não foi por causa do que quase tivemos. Eu quera o que quase tivemos também também. Levei um pouco mais de tempo para perceber.” Jase

O bom humor masculino do livro se une às incertezas pelas quais Jason transita e aparece o tempo todo na linha tênue entre rir/sentir pena de si mesmo. Mas também é um livro que fala de amor, da forma mais realista de todas, aquele amor sem definição que a gente não entende quando sente, nem pra que ele serve.
 

“Você pode dizer o que quiser sobre o amor, mas você não pode dizer que é bom.” Dev

 
É um livro que vou deixar na estante, que sei que terei vontade de ler novamente, pra rir e refletir sobre o que eu mesma estou fazendo acontecer pra mim.

“-Não me deixe aqui – ele disse, suplicando – Todos os homens parecem gostar de futebol. E você se lembra da última vez que me deixou com homens que entendiam de futebol. Entrei em pânico. Eu disse que tinha um ingresso para o Arsenal versus Brasil. E isso não fazia sentido algum.” Dev

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